sábado, 4 de abril de 2015

Sigo em frente, arrasto a mente...

Amigo, posso emprestar seu ombro por um minutinho?
Preciso lhe contar. Há poucos dias, eu descobri que as respostas que eu tanto procuro podem estar escondidas nos momentos mais improváveis. Sentada estava, olhando para o vazio, enquanto mãos experientes deslizavam pelos fios de meu cabelo e o som da tesoura ecoava em meus ouvidos. Pelo canto do olho, eu via as pontas caindo no azulejo branco do chão. Meus ouvidos estavam ocupados - eles escutavam às histórias contadas pelo dono daquelas mãos.
Apesar do abismo entre nossas idades, nossos problemas eram quase irmãos - falavam do coração, aquele pilantra, que só servia para confundir nossas cabeças! É, meu amigo, nem todos somos tão diferentes assim. Aquele era, agora, nosso reino. A incerteza era rainha, o medo era príncipe e a dúvida era a sombra que nos seguia pelo quarto, pelas ruas, pelas noites que estávamos passando em claro.
Ele contou aos meus ouvidos sobre um sentimento que vivia - não sabia se era certo, se podia confiar nele. O sentimento podia traí-lo, deixar sua cara no chão. Ora, amigo, quantos de nós já não vivemos essa mesma situação? Tão logo minha imaginação começou a voar, pensamos juntos em todos os finais que aquilo poderia ter. Sem bola de cristal, era só o que restava fazer. Meus ouvidos o compreendiam, eu também vivia aquela dúvida. Havia alguém, longe de mim, que sequer imaginava as tempestades que causava em meu coração. No entanto, o dono das mãos possuía algo que eu não tinha - uma coisinha chamada coragem.
Diferente de mim, ele percebeu que não podia mais guardar aquilo somente para si. Esse alguém, seu alguém, era um peso bom que ele precisava tirar das costas. Como um livro, ele carecia de um final. Amigo, você não vai acreditar - ele engoliu o medo e resolveu! Apesar da decepção que isso podia trazer a ele, o caminho agora estava livre para que ele seguisse, sem culpa, sem nada que o prendesse.
Fugir da dor, amigo, seria como andar em círculos. O caminho da vida é um só e, se você quiser prosseguir, precisa enfrentar os problemas, tirar o peso das costas. O fim da estrada continua no mesmo lugar, e só você pode chegar até ele - pois ele não fará o mesmo por você.
No fim, amigo, o chão estava cheio de fios de cabelo e minha cabeça estava do avesso. A coragem? Ainda procuro...


- Laila. 


 

sexta-feira, 27 de março de 2015

O que não muda, transforma...

Querido amigo, chegue mais perto. Beba uma xícara de café quente com uma amiga louca!
Hoje, as árvores me contaram uma história. Falo sério! Nem eu mesma esperava por isso! Quando elas falam, porém, é interessante se aquietar para ouvi-las. Sob os galhos acolhedores, eu descobri que o mundo não mudou. Na verdade, ele nunca o fez. A natureza não mudou, as pessoas não mudaram e isso nunca vai acontecer. Impossível, pensava eu, que mentira mais cabeluda! Como podem as coisas ser sempre as mesmas se nada aos olhos é sempre igual?
Percebi, com espanto, que elas estavam certas. Mudar significa deixar de ser aquilo que se era para se tornar algo diferente. Sendo assim, o que havia anteriormente se perdeu e deu lugar a uma coisa nova. Amigo, ensinaram em nossa infância que, na natureza, nada se cria e nada se perde, tudo se transforma! Diga-me, onde é que se encaixa essa mudança da qual tanto falam?
Aquelas árvores tinham toda a razão, se você quer saber.
É tão confuso, meu amigo. As pessoas esperam mudanças umas das outras e só o que conseguem é decepção! Ninguém vai mudar, as pessoas não conseguem deixar de ser quem elas são, elas só aprendem a esconder o lado de que não gostam, que as envergonha. No entanto, eu descobri algo maravilhoso - elas se transformam.
Os seres vivos não mudam, eles se adaptam. É de sua natureza serem maleáveis para que possam se ajustar às intempéries do mundo. Eles nunca mudam, nunca deixam de ser quem são, mas eles se adaptam na medida da necessidade e é isso o que os nossos olhos se esquecem de ver. Evoluímos, nos adaptamos, abrimos um caminho até aqui.
É belo, meu amigo, abra os olhos! Tudo se transforma o tempo todo, não há descanso para a criatividade da vida! Se nós começarmos a procurar transformações nos outros ao invés de mudanças, talvez a decepção fosse menor.
Passe-me o açúcar, amigo, e veja como a loucura pode se transformar numa boa história...

 
 
- Laila.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


sexta-feira, 20 de março de 2015

As páginas do meu primeiro amor

Meu amigo, eu lhe pergunto - você já sabe o que é estar apaixonado?
Confesso que nem eu mesma sabia. Lembro-me da primeira vez que eu o vi. Ele era pequeno, cabia na palma da minha mão e despertou a curiosidade de meus dedinhos roliços - suas páginas eram coloridas e cheias de figuras. Ah, como ele era bonito!
Meu primeiro amor - um livro - me ensinou a ler e, logo depois, a escrever. Eu me sentava no chão da biblioteca e me rodeava de novos amores, sobre diversos assuntos, leves e pesados. Eu me sentia, por vezes, infiel - estava sempre à procura de novos amores.
Ah, meu querido amigo, vi mais coisas fantásticas do que você acreditaria. Estive com os pés na areia que fica no fundo do mar, conheci pessoas incríveis! A adrenalina me consumia, ao abrir a primeira página e saber que, em poucos dias, eu passaria meus olhos pela última. Lendo, eu me colocava na mão de escritores experientes que brincavam com meus sentimentos - tantas foram as vezes em que chorei e sorri por personagens que, em minha imaginação, ganhavam vida. Já fechei livros por raiva, já gritei com esses autores que, sem nunca me conhecerem, criavam personagens nos quais eu me encontrava. Tantos amores eu já vivi, tantas páginas já folheei, eu descobri o prazer de fazer parte da jornada.
Os livros me confortam, amigo. Já pediu colo a um deles? Já se escondeu em seus mundos, por se sentir deslocado no seu? Estamos no mesmo barco. Esses amores de capa dura me ensinaram coisas valiosas sobre a vida como ela é e como ela costumava ser. Através da voz de todos estes autores, eu tive um vislumbre daquilo que meus olhos nunca viram de fato - descobri que todos esses lugares podiam existir em minha cabeça.
Meu amigo, eu estou apaixonada. Sou louca por ele, por seu cheiro de tinta, pelo amarelado de suas páginas, pela paciência de suas palavras e pelos mundos nos quais ele me introduz.
O mais curioso, talvez, foi que eu descobri que os livros também estão dentro das pessoas.

 
- Laila.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Teoria do Tudo (Theory of Everything)

Olá, infinitos.

Tudo bem? Ultimamente, muitos filmes interessantes estão estreando nos cinemas!
Dentre eles, um dos mais novos chama-se Teoria do Tudo, um filme que conta a trajetória pessoal e acadêmica do físico teórico e cosmólogo britânico Stephen William Hawking.
Aos 21 anos, Hawking começou a ter alguns sintomas estranhos, falta de coordenação e certa atrofia muscular. Após muitos médicos e muitos exames, disseram a ele que seu problema se chamava Esclerose Lateral Amiotrófica, ou Doença do Neurônio Motor. Segundo os especialistas, a doença degenerativa faria com que, gradualmente, Stephen perdesse o controle de seus músculos voluntários e deixasse de se mover, falar, teria dificuldades até mesmo para engolir.
Não há cura, foi o que lhe disseram. Você tem somente dois anos de vida.
O filme, dirigido por James Marsh, conta a história de Stephen Hawking a partir desta época.
O espectador pode acompanhar, com uma profundidade impressionante, a raiva e o desespero do jovem cosmólogo diante das perspectivas sombrias de sua doença. Ele descobre, porém, que há alguma esperança em tudo isso - Jane Wilde, uma jovem estudante de Literatura, o ama e quer estar ao lado dele e ajudá-lo a passar por todas as dificuldades.
Stephen e Jane se casam e constituem família. O espectador pode mergulhar na vida familiar e acompanhar o nascimento dos três filhos de Hawking, Robert, Lucy e Timothy. A progressão da doença, porém, torna a vida cada vez mais difícil e a carga nos ombros de Jane começa a pesar.
A fama de Stephen decola pouco após ele obter seu doutorado. Ele começa a viajar pelo mundo, dando palestras sobre suas teorias e dando continuidade às suas pesquisas.
Esse filme, em síntese, mostra a trajetória de um homem sonhador e alegre que desafiou a Medicina ao ultrapassar a curta expectativa de vida dada por sua doença. Ele venceu a descrença e o medo e foi além do que se esperava. Ele perdeu os movimentos e a fala, recebeu uma nova voz e ela, hoje, é seu símbolo.
Stephen enfrentou muitos obstáculos, mas nunca parou por pena de si mesmo ou autopiedade. Ele teve o apoio dos amigos e dos alunos, além da admiração de milhares de fãs e admiradores ao redor do mundo. Ele enfrentou sentimentos controversos em seu casamento, sem poder ajudar sua esposa como gostaria. A dor que sentiu ao saber que ela não conseguiria mais sustentar aquele casamento, mesmo após 25 anos de trajetória ao lado dele. Ele enfrentou a morte e mergulhou nos mistérios do universo.
Ele nunca se intimidou. Como ele próprio um dia disse, seu corpo está preso, mas sua mente é livre.
Stephen Hawking, hoje com 72 anos, é um homem divertido, persistente, inteligentíssimo e exemplar. O filme mostra um lado mais humano desse cientista tão aclamado, um lado que possui defeitos e fraquezas, um lado que esconde uma genialidade única e uma paixão pela vida singular.
Stephen, no filme, é interpretado pelo ator Eddie Redmayne, e Jane Wilde é interpretada pela atriz Felicity Jones. O elenco foi muito bem escolhido e a história foi muito bem construída, tornando-se ainda mais bela.
Embarque nesta trajetória bela, triste e surreal ao lado de Stephen, enquanto ele e Jane contam para você sua história. Você vai chorar (leve lenços, estou avisando), vai se assustar, vai se indignar e vai se surpreender.
Ah, você também vai rir. Stephen é um homem de muito bom humor.


- Laila. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sua vida, seus limites, sua gaiola.

Olá, infinitos.

Tudo bem? O assunto que me ocorreu hoje é algo que, de alguma forma, eu sinto que só acontece comigo.
Todos nós sabemos que o ser humano é um animal que precisa de regras e limites para que possa ter uma vida equilibrada. Sem isso, a nossa existência perde um pouquinho da sua perspectiva e nos deixa meio desnorteados. Assim como alguns patos voam para o sul, nós precisamos de um pouco de direção.
No entanto, a nossa tendência primordial, principalmente aos jovens, é rejeitar todo e qualquer limite.
A quem estamos tentando enganar? Limites são chatos e não nos deixam fazer tudo o que queremos. Não adianta querer pagar de bom moço - a nossa paciência possui um fim. A geração jovem atual vive em um mundo completamente diferente de seus pais - as coisas mudaram muito rápido e nem todas as regras tiveram tempo para se adaptarem. Os jovens estão conectados o tempo todo, ligados em tudo o que acontece no mundo, integrados às mídias sociais, compartilhando seus interesses na Internet. O acesso à informação está cada vez mais fácil e rápido, há solução para quase todos os nossos problemas.
No entanto, a vida é como uma moeda - existe o outro lado.
Os celulares, computadores e aparelhos televisivos foram um grande avanço para a tecnologia e para a humanidade, mas eles não são apenas benefícios. É comprovado que os jovens estão dormindo menos, lendo menos, até mesmo estudando menos por conta do acesso ilimitado a essas fontes de informação e portas de sociabilidade. Houve uma perda de contato físico direto por parte dos amigos e familiares que, agora, não precisam mais se esforçar para entrar em contato - basta discar alguns números e voilá!
Existe, portanto, a necessidade de se criar limites para o uso dos meios de comunicação. Celulares e computadores são importantes para a geração jovem, mas é preciso cuidar para que os adolescentes não se tornem escravos da tecnologia. É necessário haver uma educação prévia sobre os riscos e benefícios desses aparelhos, de modo que o jovem possa conviver com eles de forma satisfatória e equilibrada.
Os limites são essenciais para a vida, nós sabemos disso. O equilíbrio, porém, se perde quando esses limites se transformam em uma prisão. Eles devem ser estabelecidos para ajudar o adolescente, mas não podem fazer com que ele se sinta restrito, impotente ou preso às imposições dos pais - caso isso aconteça, os limites perderam o seu propósito. Os pais, nesse caso, se tornam agentes carcereiros e o jovem se torna um prisioneiro dentro de uma gaiola. É fundamental que haja um acordo razoável e pacífico entre ambas as partes - afinal, os pais precisam escutar os filhos e os filhos também precisam escutar os pais.
Limites, horários e regras não devem ser impostos, não devem se tornar fardos ou mesmo correntes.
Os limites devem ser feitos para equilibrar, não para restringir.

E você? Os limites da sua vida te equilibram ou te restringem?

- Laila.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Menina de Mimos

"Era uma menina de mimos.
Um mistério, a vida dela.

Na rua, distribuía encantos
Em casa, derramava prantos
As rimas perdidas nos pingos
Que escorriam em sua janela."

(Torres, Laila)




domingo, 4 de janeiro de 2015

O que você faz para ser diferente?

Olá, infinitos!

Peço desculpas pela minha ausência de alguns dias - eu sei que ninguém percebeu, mas eu não perguntei nada -, mas agora eu retornei.
Durante algumas viagens que eu fiz, comecei a reparar em algumas coisas... Vocês já perceberam que há algo errado com as pessoas? Há algo estranho no rosto delas, no olhar delas, no jeito de andar, de falar... Eu fiquei muito tempo intrigada com isso, afinal, não somos nós uma espécie repleta de diferenças? Como é que alguma coisa poderia estar errada?
Eu cheguei a uma conclusão. Ela pode ser absurda, é claro que pode, você pode até achar que eu cheirei uma meia suja, mas é a visão que eu tive.
Em todos os lugares, existem pessoas com medo de mudar.
Não, eu não estou falando de pessoas que têm medo de cortar o cabelo de um jeito diferente, de comprar um carro novo, de fazer uma tatuagem ou mesmo de fazer plásticas no rosto. Estou falando daquelas pessoas que têm medo de se tornarem mudanças. Todos nós sabemos que o nosso planeta vive em uma constante mudança, ele está sempre se adaptando às necessidades dos seres que o habitam. No entanto, não é algo que dependa apenas dele - nós também precisamos nos adaptar. E, às vezes, se adaptar significa mudar.
A mudança é algo extremamente assustador. Não é tão simples quanto parece - as mudanças podem exigir de nós mais do que temos a oferecer. O que nos cabe, portanto, é decidir o quanto aquilo é importante para nós, o quanto aquela mudança em especial, de nós mesmos ou do que há em volta, fará bem a você e às pessoas ao seu redor. Não adianta querer pensar apenas em si próprio - você vive em um planeta com outros 7 bilhões de membros da sua espécie. Pensar apenas em você não me parece a melhor ideia do mundo.
O mundo, hoje e sempre, clama por mudanças. Elas podem começar pequenas, na sua casa, na sua mente. Elas não caem do céu, você é o único responsável por fazê-las acontecer. É muito importante estar aberto para mudar aqueles velhos hábitos arraigados que podem estar prejudicando a você e ao seu lar. Se nós estivermos presos àquela velha opinião formada sobre tudo, como já dizia Raul Seixas, qual é o propósito de se estar vivo com tantos anos ainda pela frente?
O nosso planeta precisa de mudanças e as pessoas também. Um sorriso fora de hora, um gesto de solidariedade, uma demonstração de respeito, alguns minutos a menos no banho... As pessoas, mais do que nunca, precisam parar de pedir e começar a ser as mudanças que elas querem ver no mundo, e olha que Gandhi já tinha dito isso há muito tempo!
Não basta apenas esperar, precisamos fazer acontecer. Ainda há tempo, mas não se pode deixar tudo para o último instante. Mude, transforme-se, sem medo, sem pressa. A natureza muda, o clima muda, a terra muda, e eles não esperam por ninguém.
E você, o que está esperando?

(fonte da imagem: unluxe.blogspot.com)

- Laila.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A etiqueta do "melhor amigo"

Olá!
O tema de hoje é um assunto que, pela primeira vez, eu senti na pele - Friendzone.
Não faça essa cara de perdido! Eu sei que você também já sentiu isso ou já viu acontecer com alguém.
Se você ainda não sabe do que eu estou falando, eu explico. A famosa friendzone é quando, no caso, você está interessado em alguém - normalmente um amigo ou uma amiga - e essa pessoa descarta qualquer tipo de relação a mais com você, ela te coloca na "zona da amizade", que seria a tradução literal do termo em inglês. Muitos podem ser os motivos. Às vezes, a outra pessoa realmente não sente nada a mais por você além da amizade. Em outro caso, ela pode ter medo de estragar a amizade ao iniciar uma relação mais íntima. Mais ainda - ela pode ter medo de perder completamente a amizade com você, e por isso já te colocou direto na friendzone para sair desse perigo.
A fossa, no entanto, é mais embaixo.
É claro que, quando se gosta de alguém, o sentimento não se vai de um dia para o outro. Ninguém consegue dormir gostando de uma pessoa e acordar indiferente a ela no dia seguinte. Isso seria loucura pura. A situação entre as pessoas envolvidas se torna bastante delicada - qualquer pisada em falso pode colocar a perder muito do que elas já construíram juntas até então. Os sentimentos, meu amigo, são como diabinhos - eles estão sempre brincando com você ou atormentando as suas madrugadas. A situação fica ruim para o interessado, que, ao perceber que não é correspondido em seu sentimento, pode acabar mergulhando em tristeza por um tempo. Em casos mais graves, há pessoas que entram em depressão, e nesse caso é melhor buscar cuidados médicos. A situação também fica ruim para o alvo do interesse, que, ao se sentir pressionado a corresponder ou dar uma resposta, pode escolher se afastar do outro até o problema sumir.
Ambos sabem, no entanto, que o problema não vai sumir. Diferentemente das suas roupas que saem sujas da sua gaveta e retornam limpas, o seu problema não vai sair cabeludo da sua vida e voltar barbeado. Muitas vezes, é preciso que ambos os lados tenham maturidade para lidar com isso da melhor maneira possível.
Uma alternativa para problemas com friendzone é sentar e conversar. Sejam sinceros um com o outro, exponham seus medos e receios em relação ao que vai acontecer com a amizade. Eu entendo que, talvez, muitos tenham certa dificuldade em se abrir para discutir relacionamentos, mas o outro não vai conseguir adivinhar o que se passa na sua cabeça a menos que você lhe conte. Ele não tem obrigação nenhuma de adivinhar, e o mesmo vale para você.
É difícil? Claro que é, ninguém gosta de ser jogado na friendzone. Muitas pessoas, inclusive, não conseguem se acostumar com a etiqueta de "melhor amigo" que receberam e acabam por se afastar do outro. Se você realmente julgar que a amizade vale o esforço, lute por ela e supere os problemas aos poucos, sem pressa. Mas, se você achar que o convívio está te fazendo algum mal e precisar de um tempo só para você, não tenha medo de tomar uma atitude. Se um dos lados não está feliz, significa que há algo errado naquela amizade. É preciso que um saiba respeitar o sentimento do outro e vice-versa.
Lembre-se de que, assim como você, ninguém gosta de receber etiquetas.




 
- Laila.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Curiosidades sobre o Natal

Olá!
Bom, todos nós sabemos que o Natal está se aproximando. É uma data comemorativa em que celebramos o nascimento do menino Jesus... Isso vale para algumas religiões, é claro.
O Natal acontece, no Brasil, no dia 25 de dezembro. É uma época em que as pessoas montam seus pinheiros em casa, enfeitam com bolinhas, anjinhos e flocos de neve purpurinados e colocam estrelas brilhantes no topo. Alguns ainda penduram luzinhas pisca-pisca nas janelas e varandas. Há o costume de trocar presentes com a família e os amigos e de realizar uma ceia no dia anterior, a véspera, na qual a tradição é comer peru, mas algumas pessoas o substituem por peixe ou mesmo chester, aquela coisa estranha que todo mundo já comeu, mas ninguém jamais viu...
Ah, como as casas ficam bonitas na época de Natal! As famílias decoram suas casas com bonequinhos e velas perfumadas, algumas penduram guirlandas em suas portas e outras ainda usam gorros de Papai Noel.
Procurando informações a respeito desta data comemorativa, eu encontrei algumas curiosidades:

- O peru, alimento tradicional da ceia, era um animal criado pelos índios que viviam no México. Ele foi servido à mesa pela primeira vez num dia de Ação de Graças, no estado de Massachusetts, nos EUA, no ano de 1621.
- As velas acesas dentro das casas ou sobre a mesa de refeição simbolizam a própria luz do profeta Jesus, renovando a vida.
- O presépio que as pessoas montam em suas casas, representando o nascimento do menino Jesus, seria uma criação de Francisco de Assis, que o haveria feito através de uma apresentação de teatro.
- As bolas natalinas teriam surgido como uma alternativa aos enfeites antigos utilizados nos pinheiros, como maçãs e pedrinhas coloridas.
- A estrela, que é colocada no topo do pinheiro de Natal, serviria para trazer felicidade e representaria o próprio menino Jesus.
- Os presentes deixados embaixo do pinheiro são uma referência aos Três Reis Magos, que teriam presenteado o menino Jesus com ouro, incenso e mirra no dia de seu nascimento.
- O Papai Noel, figura que traz felicidade às crianças, teria sido uma homenagem a um bispo chamado São Nicolau, que teria levado presentes para as crianças mais pobres.
- O boneco de neve, comum em países mais frios, seria apenas uma forma de distração para as crianças, sem um real significado para a data.
(Site: http://www.mundoeducacao.com/natal-1/curiosidades-natal-1.htm)

A única parte ruim do Natal, na minha opinião, é que nós vivemos em um país tropical e não temos neve para fazer bonecos. Eu já vi algumas pessoas fazerem bonecos de massa de biscuit, usada para modelar, ou mesmo com massa de bolo. Outras pessoas fazem bonequinhos de biscoito, com botões coloridos de açúcar. De qualquer forma, o importante é deixar o seu Natal bem bonito e açucarado! Aproveitando que ainda temos alguns dias antes que o Natal realmente chegue, deixarei aqui o link de dois vídeos que ensinam a fazer algumas coisinhas em casa personalizadas para o Natal. Esses vídeos fazem parte do canal de uma artista plástica do YouTube conhecida como Maddu Magalhães. Inscrevam-se no canal dela, tem muita coisa boa por lá.






- Laila.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

E a saudade levou...

"De repente, tudo parecia real.
Eu juro, naquele instante eu era capaz de sentir a brisa por entre os fios do meu cabelo!
Podia, sob meus dedos, sentir a textura da grama. Sentia, também, a temperatura fria da terra sob minhas palmas. O sol brilhava, despido. Não havia nuvens em torno dele e ele não parecia sentir vergonha. Ele me sorriu, do alto, com malícia. Estaria ele rindo dos dilemas que via em meus olhos? Vai saber...
O céu, naquele dia, tinha tons de aquarela. Vi, na água cristalina do lago diante de mim, o reflexo da saudade em meu rosto. Ninguém mais poderia ver, mas ela estava ali, isso eu posso afirmar. Como poderia eu negar sua presença? Ela se instalou e não pediu licença... Consigo, ela trazia uma surpresa. Ora, nós sabemos que a saudade maltrata as pessoas. Mesmo assim, eu não tive coragem de mandá-la embora.
Ela me trouxe você.
Naquele momento, eu pude sentir o calor da sua respiração. Ouvi a sua voz, grave e distante, murmurando meu nome. Eu podia ver seu rosto, seu sorriso maroto, seus olhos escuros de garoto. Senti seus dedos se entrelaçando aos meus e um arrepio me percorreu, admito. Não pude evitar. Já havia me esquecido das coisas ao meu redor - havia me perdido em você. Lembrei-me dos beijos que nunca demos, dos abraços que nunca vieram, do medo que nos segurava.
Eu podia ouvir, claramente, seus sussurros me contando segredos sobre os seus medos, seus sonhos, seus raros momentos de felicidade. Eu acompanhava o seu riso e me perguntava quantas vezes o medo já o havia tirado do seu rosto. Eu me perdia em seus olhos, eu mergulhava no labirinto confuso que era o seu coração. Não havia mapa, nem mesmo setas - até você tinha medo de entrar ali...
Ao pousar minha cabeça em seu peito, eu podia ouvir as batidas molhadas do seu coração. Naquele instante, fiquei imensamente grata por ouvi-las - não suportaria se ali houvesse apenas o silêncio.
Eu sabia, e como queria poder te chamar de meu, de menino, de amor. Queria poder mexer no seu cabelo, nos contornos do seu rosto e dizer para você que a sua existência, para mim, é sinônimo de felicidade. Queria estar ao seu lado mesmo na tristeza, para poder confortá-lo e dizer que tudo ficará bem.
De repente, um susto. Meus olhos, de súbito, se abriram - mas já não estavam abertos?
Pude ouvir o barulho da chuva pingando na janela. Meus sonhos me levaram para longe, mas as nuvens escuras me trouxeram de volta à realidade. Não entendo... Eu não queria voltar. O céu estava nublado, as ruas estavam molhadas e o vidro da janela estava frio, assim como a distância que me separava de você.
A tristeza está em meu colo e a saudade está rindo de mim. Quero pedir a ela que pare, mas ainda não tenho coragem. Eu juro que eu senti, eu juro. Ela, no entanto, tirou aquilo de mim. Ela me fez lembrar que eu estava longe, muito longe de você.
O céu já não tinha mais os tons de aquarela."

- Laila.